Colaboradores

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Benedito e João Redondo por aqui passaram!

Durante alguns longos meses, realizamos o projeto "Benedito e João Redondo pelas Ruas da Cidade" que aconteceu em duas etapas. Na primeira fomos agraciados com o Prêmio Artes na Rua - 2012, pela Funarte/MINC. Na segunda conseguimos firmar um Convênio com o Governo da Paraíba, através da sua Secretária de Cultura no ano de 2013.
As duas etapas tiveram objetivos similares, porém com metas diferenciadas. 
Em 2012 nosso foco maior era dar visibilidade ao trabalho dos brincantes de babau dentro de suas comunidades, favorecendo a divulgação da arte bonequeira e suas potencialidades artísticas e motivacionais, em um processo de formação de público e de educação patrimonial espontânea. 
Dessa forma, a Cia Boca de Cena promoveu um despertar das comunidades sobre o bem cultural que as mesmas possui e a necessidade de se incentivar a manutenção e o surgimento de novos brincantes. 
Já em 2013, o foco foi propiciar a circulação dos brincantes de babau por outras localidades criando e fortalecendo uma rede de divulgação e consumo da arte bonequeira em várias regiões do Estado.
Nas duas etapas, também foram trabalhadas articulações políticas nos que diz respeito as discussões em torno do papel das gestões públicas de cada município para com o incentivo as culturas populares, a partir de um planejamento de ações que favorecessem os brincantes e a população de uma forma geral.
Além, disso foi feito um grande registro fotográfico de lugares e expressões culturais de todas as cidades por onde o projeto passou. Uma riqueza cultural, natural e social!
Queremos compartilhar com vocês algumas imagens de nossa linda Paraíba!

Cia Boca de Cena


Foto Anderson Santana

Equipe do projeto/Foto Cia Boca de Cena
Em Taperoá, Cenário da Pedra do Reino
Foto Anderson Santana

Cidade de Taperoá
Foto Amanda Viana

Por do Sol, na Cidade de Cajazeiras
Foto Anderson Santana

Equipe do Projeto
Foto Cia Boca de Cena

Cidade de Cruz do Espírito Santo, Rio Paraíba
Foto Cia Boca de Cena

Cidade de Cruz do Espírito Santo, por do sol as margens do Rio Paraíba
Foto Amanda Viana

Sítio Tenório, cidade de Juazeirinho
Foto Amanda Viana

Seu Inácio Valério no Sítio Tenório, cidade de Juazeirnho
Foto Amanda Viana
Cidade de Solânea
Foto Amanda Viana

Cidade de Solânea
Foto Anderson Santana
Cidade de Pirpirituba
Foto Anderson Santana

Centro da cidade de Pirpirituba, a memória dos antigos armazens comerciais do século passado
Foto Anderson Santana

O Centenário Coreto da cidade de Itabaiana
Foto Anderson Santana
Cidade de Itabaiana
Foto Amanda Viana

Teatro Santa Inês em Alagoa Grande
Foto Anderson Santana

Cidade de Alagoa Grande
Foto Amanda Viana
Cidade de Guarabira
Foto Anderson Santana

Santuário de Frei Damião, cidade de Guarabira
Foto Anderson Santana

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Brasil comemora o reconhecimento do Teatro de Bonecos do Nordeste como mais um Patrimônio Brasileiro!!

http://www.ebc.com.br/cultura/2015/04/teatro-de-bonecos-do-nordeste-e-reconhecido-como-patrimonio-cultural-do-brasil

Confiram no link acima!!

Agora é oficial!

Foi publicado no Diário Oficial da União, no dia 13 de Abril de 2015, a titulação do reconhecimento do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco, como Patrimônio Cultural do Brasil.
Assim foi publicado:

“O INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL - IPHAN dirige-se a todos os interessados para COMUNICAR que o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na sua 78ª reunião, realizada no dia 05 de março de 2015, decidiu por unanimidade, em conformidade com a competência a si determinada por legislação federal, proceder ao Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste - Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco, como Patrimônio Cultural do Brasil, Processo nº 01450.004803/2004-30, com inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão. Amparo legal: Decreto 6844, de 07 de maio de 2009, art. 11; Decreto Nº 3.551, de 04 de agosto de 2000; Resolução 01, de 03 de agosto de 2006.”

JUREMA MACHADO

Presidenta

quinta-feira, 5 de março de 2015

Reconhecimento Nacional - Confira neste Link

http://www.cultura.gov.br/banner-1/-/asset_publisher/G5fqgiDe7rqz/content/teatro-de-bonecos-popular-do-nordeste-e-reconhecido-como-patrimonio-cultural-do-brasil/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_G5fqgiDe7rqz%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

O Babau da Paraíba é Patrimônio Cultural do Brasil

A Cia Boca de Cena vem com grande alegria, parabenizar todas as pessoas que trabalharam e se engajaram para que o processo de registro do teatro de bonecos popular do nordeste fosse concluído com tão grande êxito. 
A coordenadora de pesquisa Amanda Viana e sua equipe formada por Jacqueline Alves Carolino, Luiz Santos, Bia Cacliani e Artur Leonardo valeu a pena todo o empenho e dedicação, pois sem o compromisso profissional e pessoal de vocês, a Paraíba talvez não tivesse sido tão bem representada.
Aos mestres paraibanos uma grande vitória, que infelizmente dois grandes e importantes figuras desse cenário não conseguiram alcançar, Mestre Inaldo de São José dos Ramos e Mestre Mastro de Bananeiras. Mas, acreditamos que os dois onde estiverem estão emanando boas energias e brincadeiras para os que aqui ficaram.
Hoje dia 05 de Março de 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco foi reconhecido pelo Iphan, como um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Reunião final sobre o processo de Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, como patrimônio imaterial do Brasil será dia 05 de Março de 2015. Veja o que informou a Coordenadora Geral do processo de Registro:

Caros Coordenadores, pesquisadores e companheira(o)s de caminhada,

Como todos já sabem, no próximo dia 05 de março será apreciado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural o processo de REGISTRO DO TEATRO DE BONECOS DO NORDESTE, em reunião que acontecerá em Brasília, no Edifício Sede do Iphan, a partir das 09 horas.

Seria maravilhoso que vocês estivessem todas(os) presentes, para finalmente acompanharmos  a análise e oxalá, a aceitação do pedido do REGISTRO DO TEATRO DE BONECOS DO NORDESTE como Patrimônio Cultural, processo esse que só foi concretizado graças ao nosso esforço conjunto!

O Iphan solicitou a indicação de pelo menos 01 bonequeiro de cada estado do nordeste, porém o DPI conseguiu ampliar este número e virão ao todo, seis, nomes estes escolhidos juntamente com vocês. 

Infelizmente os queridos mestres Zé Divina e Gilberto Calungueiro não poderão vir por motivos de saúde. Seu Gilberto e demais bonequeiros do CE serão representados por Marquinhos, filho de seu Gilberto e também cassimireiro; PE será representado por Seu Calu (Mamulengo Flor de Jasmim) que devido à sua idade virá acompanhado pelo neto, Antônio, que também é um jovem pesquisador do Mamulengo; do RN virão Felipe Riachuelo e Manuel do Fole e da PB Clóvis Beserra, além, claro, dos bonequeiros do DF.

A caminhada foi árdua, com muitos atropelos e com momentos de descrença: será que chegaremos lá? Mas acima de tudo, para mim ela foi prazerosa e de grande aprendizagem! Parabenizo cada um (a) pela seriedade e perseverança com que encararam e finalizaram este grande feito e agradeço de coração pelo companheirismo.

Grande abraço,

Izabela Brochado
Coordenadora Geral

PS: Peço aos coordenadores que repassem esta mensagem à lista de e-mail das Associações de Bonecos dos estados, que tanto contribuíram com este processo.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Últimas notícias sobre o Processo de Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, como Patrimônio Imaterial do Brasil. Segue abaixo, o comunicado recebido no dia 03 de Fevereiro de 2015.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
E ARTÍSTICO NACIONAL

COMUNICADO

Para efeito de registro do bem cultural de natureza imaterial, denominado "Teatro de Bonecos Popular do Nordeste - Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco", Como Patrimônio Cultural Brasileiro.
Na forma e para os fins do disposto no § 5º do art. 3º do Decreto nº 3.551, de 04 de agosto de 2000, o INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL - IPHAN, dirige-se a todos os interessados para AVISAR que está em trâmite no âmbito deste Instituto o Processo nº 01450.004803/2004-30, que se refere à proposta de Registro do "Teatro de Bonecos Popular do Nordeste - Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco", como Patrimônio Cultural Brasileiro, apresentada pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos - ABTB / UNIMA Brasil. O conhecimento produzido para a instrução do processo permitiu identificar os elementos constitutivos deste bem cultural, cuja síntese é a seguinte: Trata-se de uma expressão teatral genuína da cultura brasileira e muito peculiar do nordeste brasileiro, rica da genialidade de seus criadores e na empatia que estabelece com seu público. Genericamente conhecida como 'mamulengo', é o teatro popular de bonecos que comparece nos diversos Estados da região, com diferentes denominações: Cassimiro Coco, no Ceará, João Redondo no Rio Grande do Norte, Babau na Paraíba, Mamulengo em Pernambuco, entre outras designações que pode apresentar regionalmente. O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, além de expressão artística que envolve conhecimento, técnicas e a criatividade de seus praticantes, é primordialmente uma expressão cultural de caráter coletivo, fortemente associada a práticas sociais e ao universo cultural de coletividades temporal e territorialmente identificados. Ou seja, é uma manifestação artístico-cultural estreitamente relacionada a grupos sociais específicos e profundamente enraizada no cotidiano dessas comunidades, mais do que expressão da criatividade de um artista, embora esse aspecto deva ser também considerado para uma compreensão mais abrangente do fenômeno. Assim, ver o teatro de bonecos popular como manifestação cultural de caráter coletivo e como expressão artística individual, simultaneamente, é imprescindível para a apreensão de sua dinâmica, constituição e de toda a sua complexidade. Essa arte teatral e os saberes a ela relacionados se mantêm vivos e presentes em vários estados do Nordeste brasileiro. A prática se estendeu por todas as regiões do país, levada por migrantes em busca de melhores condições de vida, sendo recriada e reinterpretada nos locais onde se fixou. Entretanto, ainda existe e resiste em seus territórios originais. Dentre as características de caráter geral referente ao teatro de bonecos popular do Nordeste como forma de expressão e como linguagem teatral, comuns às suas diferentes versões regionais ou variantes, relacionamos: realizado no chão, geralmente ao ar livre, prescindindo de um espaço especial para acontecer; participação ativa dos espectadores; não linearidade na dramaturgia; a apresentação é composta por várias cenas, ou passagens, que prescindem de conexão entre si e de um tempo determinado para acontecer; utilização de bonecos que seguem referências universais enquanto tipos humanos; não realismo da apresentação, baseada no absurdo, na comicidade e no improviso; alternância na utilização da dança e da música dentro de uma representação estilizada; seus atores não são profissionais, no sentido estrito do termo; a transmissão dos saberes é realizada por tradição oral; circunscrição aos parâmetros da tradição (códigos comuns); as apresentações falam de seu universo sociocultural, compartilhado por bonequeiro e público. O valor patrimonial do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, realizado primordialmente por artistas populares, reside tanto em seus aspectos estéticos, inseridos no campo da linguagem teatral, da música, das artes visuais, quanto nos sentidos que produz nas e pelas comunidades que a compartilham, sejam elas pertencentes às pequenas localidades interioranas dos estados nordestinos ou aos grandes centros urbanos, comunicando temporalidades, espacialidades, identidades e elementos da cultura brasileira tão diversa. O trabalho produzido para a instrução do processo contém elementos que motivaram a emissão de parecer favorável à inscrição do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste - Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco no Livro de Registro das Formas de Expressão. A presente comunicação tem por finalidade tornar público o ato que se quer praticar e permitir que, no prazo de 30 (trinta) dias contados desta publicação, qualquer interessado apresente a sua manifestação.
AMPARO LEGAL: Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988, art. 216, incisos I, II e III; Lei nº 8.029 de 12 de abril de 1990; Lei nº 8.113, de 12 de dezembro de 1990; Decreto n.º 6.844, de 07 de maio de 2009 e Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000.
PRAZO PARA MANIFESTAÇÃO DOS INTERESSADOS: 30 (trinta) dias.
CORRESPONDÊNCIA PARA: Presidenta do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural - SEPS Quadra 713/913, Bloco D, 5º andar - Brasília - Distrito Federal - CEP: 70.390-135.

JUREMA MACHADO
Presidenta do IPHAN

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cia Boca de Cena encerra suas atividades em 2014 com apresentação de espetáculo em praça pública e de forma gratuita

A Cia Boca de Cena encerrará suas atividades públicas em 2014 com a apresentação do novíssimo espetáculo O Auto de Babau, lançado no dia 04 de julho deste ano durante a programação especial em comemoração aos 18 anos da ONG.
Na noite do próximo domingo (14/12/2014) a encenação acontecerá às 19h00 na Pracinha dos Brinquedos no bairro do Castelo Branco I na capital João Pessoa de forma gratuita para o público.
Basta apenas trazer o assento de sua preferência (cadeira, banco, tamborete, etc.) e prestigiar o que há de melhor no teatro de bonecos popular da Paraíba. Este foi o primeiro espetáculo adulto idealizado para o repertório da Cia Boca de Cena que busca sempre inovar no ramo da brincadeira popular.
Contamos com sua presença em agradecimento a um ano de muitas novidades e conquistas para o nosso grupo. Venham brindar a vida com arte bonequeira!

 Sinopse
O Auto de Babau é um espetáculo criado para homenagear aos mestres bonequeiros da Paraíba - fonte de inspiração da Cia Boca de Cena. Trata-se de um teatro de bonecos popular baseado nas passagens dramáticas feitas pelos mestres de babau em suas brincadeiras e costuradas às semelhanças dos autos natalinos. Na fazenda do Capitão João Redondo o negro Benedito apronta uma de suas maiores aventuras: conquistar o coração de Rosinha, a filha do seu patrão.  Um romance nordestino, cômico e musicado com direito a Capitão, Cabo 70, Padre, Fofoqueiras e seres místicos que, juntos, enveredam uma trama divertida e emocionante até o grande momento do nascimento de uma criança iluminada.

Ficha Técnica
Texto e Direção Artística – Artur Leonardo
Direção de Produção - Amanda Viana
Direção Musical – Dal Zapata
Assessor de Comunicação e Design Gráfico – Anderson Santana
Coordenação Financeira – Humberto Dias
Manipulação de bonecos – Artur Leonardo, Amanda Viana, José Valério, Natan Pedoni e Fabiana Firmino.
Percussão e efeitos – Dal Zapata
Músicas – Mestre Clébio, Dal Zapata e Fabiana Firmino
Concepção de Figurino – Ismália Sales
Confecção de bonecos: Mestre Maestro - PB (In Memórian), Bibiu – PE, Mestre Paulo - PB e Cia Boca de Cena
Cenários e Adereços – Amanda Viana, José Valério e Artur Leonardo