Colaboradores

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A nossa festa vai começar!

A Mostra 18 Anos da Cia de Teatro de Bonecos Boca de Cena iniciará no dia 04/07 (sexta-feira), na Usina Cultural Energisa, a partir das 19:00h com a abertura da Exposição VIVER BONECOS e às 20:00h teremos a estréia do espetáculo AUTO DE BABAU.
A exposição corresponde a uma parte do acervo de pesquisa da Cia Boca de Cena que há 18 anos estuda o teatro de bonecos popular do Brasil, em especial, o Babau da Paraíba.


O objetivo da Exposição é mostrar para as pessoas a diversidade cultural que essa linguagem cênica possui e sua singularidade natural, um encantamento lúdico de crianças e adultos pelo universo da arte bonequeira paraibana.
Compõe esse trabalho bonecos feitos por grandes mestres do babau da Paraíba, bonecos do teatro de bonecos popular alemão, bonecos da Índia e bonecos feitos por alunos da Cia Boca de Cena, como também dos espetáculos do grupo.
Queremos que o nosso público conheça cada vez mais a beleza que é o teatro de bonecos da Paraíba, sua diversidade, seus Mestres e, principalmente, suas possibilidades de atuação. Acreditamos que quanto mais a linguagem for difundida, mais bonequeiros poderão surgir e assim essa arte será perpetuará como referência cultural para o nosso Estado.
Boneco Babau do Mestre Paulo de Mogeiro
Este é um ano de grandes comemorações e queremos festejar com força total. Com o apoio de alguns parceiros como a Rádio Tabajara, Açaíx, TV Tambaú, GG Produções, Egypto Comunicação, Sindifisco-PB e Energisa, realizaremos toda uma programação especial para o mês de Julho. Venham ver o que há de melhor no teatro de bonecos popular a partir de amanhã na Usina Cultural Energisa. Esperamos vocês!
Viva ao Babau, Viva aos Mestres Bonequeiros!
Viva à Cia Boca de Cena e sua arte bonequeira!
Boneco com manipulação de cordas
Bonecos populares da Alemanha - Kasper Alemão
Linda boneca indiana - estará na exposição

sábado, 28 de junho de 2014

Um sonho real com 18 anos e muitas histórias pra contar

        A Cia Boca de Cena é um sonho que começou a tornar-se realidade quando Artur Leonardo, um jovem skatista e roqueiro, resolveu sair da cidade de Guarabira para estudar teatro na capital.
            Em 1996, Artur Leonardo e Eurismar Cavalcanti criaram o grupo teatral “Cia de Teatro de Bonecos Boca de Cena”. Através de um trabalho de formação de público fantástico, essa parceria percorreu cerca de 90% das escolas de João Pessoa com o intuito de popularizar o teatro de bonecos.
Lá nos primórdios - apresentação em Cruz das Armas

À medida que os anos se passaram o trabalho do grupo foi ampliado e outras pessoas chegaram a participar da equipe artística da Cia como Ailma Alves, Grace Matias, Lupércio Filho, Débora Zambom, Natália Maia, Fábio Rocha, Samantha Barreto, Alexandre Viana, Rogério Gomes e uma legião de voluntários.  Deixaram também de ser apenas um grupo artístico para tornar-se uma ONG com muito mais demandas e responsabilidades. Dentre elas a missão de fomentar a arte bonequeira paraibana em suas mais variadas vertentes, pesquisando, identificando e promovendo ações que fortalecessem a manutenção e a sustentabilidade dessa arte na Paraíba.
Bonecos de espuma - resultados de oficinas e espetáculos

Em 18 anos de atuação muita coisa foi feita, o que torna difícil identificar a mais importante, pois acreditamos que tudo valeu apena. Porém, é relevante expor alguns doces frutos conquistados para nossa plena vitalidade, como por exemplo: a fundação da Associação Paraibana de Teatro de Bonecos e a criação do Centro de Pesquisa e Difusão do Teatro de Bonecos do Estado da Paraíba em 1999; O intercâmbio cultural Brasil/Alemanha com vivência artística em quatro grupos alemães somados à exportação de 60 bonecos para aquele País, além do mapeamento da arte bonequeira no estado da Paraíba em 2001; Coordenação Estadual do Processo de Registro e Documentação do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como Patrimônio Imaterial do Brasil, pelo Iphan, sob a coordenação de pesquisa de Amanda Viana em 2007; Prêmios Nacionais Myriam Muniz e Artes Cênicas na Rua pela Funarte/MINC em 2008 e 2012; Realização dos projetos Bonecos na Rua e Bonecos na rua – Aulas Espetáculos que percorreu 33 comunidades periféricas da cidade de João Pessoa fomentando cultura para quem não vai ao teatro; Realização do projeto Adoção, um sonho, um destino! Uma parceria com o Ministério Público Estadual e a Promotoria da Infância e Juventude; Realização do projeto Educação para o Consumo como o Procon Municipal –JP; Realização dos projetos Benedito e João Redondo pelas ruas da cidade e Benedito e João Redondo pelas ruas da cidade – De um Canto a Outro, onde 18 cidades da Paraíba foram contempladas com o trabalho de gestão em projetos culturais, documentação audiovisual da arte local e apresentações de teatro de bonecos popular em 2013; Realização do projeto “Curta Bonecos Boca de Cena” com apresentações de espetáculos, exibição de vídeos sobre os mestres bonequeiros de nosso Estado e aulas públicas em 2014;
E, além de tudo isto, existe o contínuo trabalho de apoio e fomento a arte dos bonequeiros populares da Paraíba, com a participação dos mesmos nas produções e ações realizadas pela Cia.
Já com a empanada e logomarca de ONG

Uma trajetória de muitas batalhas, com algumas decepções pelo caminho que quase nos fizeram desistir desse sonho, mas que hoje nos fazem acreditar que viver de teatro de bonecos é possível se formos responsáveis, capacitados e audaciosos. Acreditar que é o nosso trabalho e não um “hobby divertido nas horas vagas”.
Não depender do poder público para fazer o nosso trabalho é essencial, pois o trabalho em nosso ramo se torna um viés de mão dupla e a nós, não nos interessa uma “mão que não acalanta”. Por isso, enfrentamos até hoje algumas dificuldades, não temos patrocínio, nem tão pouco ajuda de custo. Nossos trabalhos com órgãos públicos foram através de parcerias, onde as partes envolvidas trabalharam em comum acordo, ou então, via ganho de editais públicos. Procuramos sobreviver na independência e o coronelismo paraibano ainda é muito forte e complicado. Enfim, estamos na luta para que nosso trabalho continue vivo e contribua cada vez mais com a manutenção do teatro de bonecos popular da Paraíba para as novas gerações.
Família Boca de Cena 2014 - mãe, filho e pai

Isso é apenas um resumo rápido de parte da nossa história e para comemorar nossa “Maior Idade”, resolvemos externar ao público um pouco de tudo que fazemos e pesquisamos. Com o apoio de alguns parceiros como a Rádio Tabajara, Açaíx, TV Tambaú, GG Produções, Egypto Comunicação, Sindifisco – PB e Energisa, a Cia Boca de Cena realizará junto com a Usina Cultural Energisa uma programação especial, com a montagem da exposição “Viver Bonecos”, estreia do novo espetáculo  “Auto de Babau” e uma Mostra dos principais espetáculos do grupo que ficarão em cartaz na Sala Vladimir Carvalho, na Usina Cultural Energisa, conforme a programação que estamos divulgando em todas as redes sócias da Cia. Acompanhem, divulguem e participem.

Texto: Amanda Viana – Diretora de Produção
Revisão: Anderson Santana – Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nossa Programação dos 18 Anos Completa em Detalhes

Confiram os espetáculos e demais ações da programação de aniversário da Cia Boca de Cena com locais, valores e contatos!



Compareçam, vai ser tudo de bom.

sábado, 26 de abril de 2014

Cia Boca de Cena participa de Encontro de Mamulengo em São Paulo

O evento 5º Encontro de Mamulengo em São Paulo ocorrerá de 07 a 10 de maio de 2014 e contará em sua programação com a participação da Cia Boca de Cena.

Confira:


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Evento marca a última ação do projeto ‘Benedito e João Redondo pelas ruas da cidade’ com lançamento de documentário

Na manhã da última terça-feira (22/04/2014) no auditório da Empresa Paraibana de Turismo – PBTur, a equipe da Cia Boca de Cena se reuniu para apresentar em audiovisual o fruto de meses de trabalho e descobertas em dez municípios paraibanos através da segunda etapa do projeto ‘Benedito e João Redondo pelas ruas da cidade – de um canto a outro’.
Promovemos o lançamento do documentário que apresenta os registros do mapeamento de manifestações artístico-culturais locais, além de depoimentos de gestores e fazedores de cultura das cidades de Alagoa Grande, Cajazeiras, Cruz do Espírito Santo, Guarabira, Itabaiana, Juazeirinho, Monteiro, Pirpirituba, Solânea e Taperoá.
Mídias com conteúdo do documentário

Um verdadeiro deleite ao público seleto, porém ilustre para nós, diante de uma Paraíba riquíssima, diversa e plural quando se trata de cultura popular.
Nosso mapeamento registrou quarenta (40) manifestações populares como a mazurca, reisado, rezadeiras, ciranda, coco de roda, teatro, dança, aboio, mestres brincantes do babau e outros tantos que de tão grandes mal couberam dentro de um longa-metragem.
Emocionados e satisfeitíssimos com as honrosas presenças de amigos, ex-companheiros, artistas, gestores públicos e admiradores, dedicamos nossos sinceros agradecimentos e ressaltamos que, em breve, todos poderão adquirir o documentário ‘Benedito e João Redondo pelas ruas da cidade – de um canto a outro’. Aguardem!
Participantes do evento junto com integrantes de nossa equipe

Agradecemos também ao patrocínio do Governo do Estado da Paraíba através da Secretaria de Estado da Cultura, às prefeituras de todas as cidades por onde passamos, além de todos aqueles que direta ou indiretamente colaboraram para o sucesso da segunda etapa deste grande projeto.

Hoje e sempre: viva a cultura popular e o teatro de bonecos da Paraíba!

Artur Leonardo iniciando evento

Nosso apresentador oficial esteve presente, lógico!

Platéia assistindo a exibição do documentário

terça-feira, 18 de março de 2014

Babau - Uma Sociedade de Bonecos




Uma arte, uma brincadeira, uma expressão popular, um patrimônio cultural da Paraíba?

Tantos são os conceitos usados para classificar a arte do Teatro de Bonecos Popular da Paraíba, um teatro do povo feito por artistas simples, que muitas vezes nem se veem como artistas e sim como um homem do campo ou da comunidade, que gosta apenas de “fazer uma brincadeira”.

Homens e mulheres que representam a cultura popular em sua plenitude, sem preocupação com estética da obra ou com a dramaturgia cênica, mas com o compromisso da alegria. Uma alegria para quem faz a brincadeira, como bonequeiro, ajudante ou público, o importante é brincar!

Durante as andanças e registros da Cia Boca de Cena, ficou claro que a brincadeira do Babau ainda encanta crianças, jovens e adultos, e que as dificuldades estão na falta de oportunidades para que esses artistas natos possam mostrar suas artes guardadas em suas malas repletas de capitães João Redondos, negros Beneditos, Cabos 70, Rosinhas, Minervinas e tantas outras figuras enlouquecidas para falarem.

Percorremos centenas de quilômetros a fim de encontramos os grandes Mestres do Babau da Paraíba, caminhada difícil, pois poucas eram as informações concretas sobre a existência dos mesmos.  Era sempre assim: “Ah! Antigamente tinha muito isso por aqui!” ou “Parece que tem um senhor que ainda faz, ele mora por acolá, mas num sei chegar lá não!!”. E nessa pisada, conseguimos encontrar tesouros que estavam perdidos Paraíba a fora, como Mestre Mingau de Cruz do Espírito Santo e Hélio da cidade de Mari. Porém, nesse processo também nos despedimos de outros maravilhosos brincantes, que infelizmente já partiram sem dar tempo de repassar seu legado para um aprendiz (Mestre Zequinha da cidade Bayeux e Mestre Inaldo da cidade de São José dos Ramos). Sem falar no que se foi repentinamente, o nosso querido Mestre Maestro da cidade de Bananeiras, que ainda não conseguimos superar sua ausência.

 Nosso desejo é que o Babau da Paraíba seja conhecido pelo mundo inteiro e que essa arte tão singular, consiga ser repassada para novas gerações da melhor forma possível agregando a essa passagem, memória cultural, respeito à maestria dos velhos brincantes e liberdade criativa. Uma missão de continuidade e valorização da arte bonequeira paraibana. Viva ao nosso Babau!!


Texto: Amanda Viana
Arte: Anderson Santana


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Final do projeto Curta Bonecos Boca de Cena



         Mais um projeto concluído!
     Foi neste último final de semana que o 'Curta Bonecos Boca de Cena' encerrou suas atividades e, como o próprio nome sugere, foi um curto espaço de tempo.
    Passamos por cinco cidades do estado da Paraíba (Mulungu, Alagoa Grande, Areia, Borborema e Bananeiras) apresentando espetáculos, ministrando aulas públicas e exibindo nosso documentário “Benedito e João Redondo pelas Ruas da cidade”.

       A finalização se deu em Borborema e Bananeiras, duas cidades históricas e com um rico patrimônio arquitetônico.

       Borborema nos surpreendeu com sua beleza e clima agradável. Com seus 54 anos foi a primeira cidade do Brasil a possuir uma hidrelétrica e fornecer energia a outras cidades como Pilões, Serraria, Solânea e Bananeiras.
         Um lugar projetado, pensado e construído através das ideias de seu criador - o Senhor José Amâncio Ramalho, um empreendedor que contratou um engenheiro para planejar a cidade.

Casa de José Amâncio Ramalho
            A nossa apresentação nessa cidade foi histórica, pois poucas eram as pessoas que conheciam o teatro de bonecos popular. A própria gestão municipal tinha dúvidas se íamos ter êxito. E para surpresa de todos, a praça ficou lotada de crianças, jovens, adultos e, principalmente, os idosos que compareceram em quantidade significativa ao local da apresentação. Teve até gente apaixonada por boneco, como o nosso amigo especial Tales.
Largo da Igreja Matriz
Amanda e Tales o apaixonado da boneca Anita
 
O público chegando
            Agradecemos imensamente à Prefeita Paula Maranhão e sua equipe de cultura Joseane e Toninho, pessoas maravilhosas e comprometidas com o trabalho e aos demais que contribuíram com a realização do nosso projeto em Borborema (os eletricistas, dona Edileusa, Érika, Padre Iran e amigos).
       Em Bananeiras chegamos ao êxtase de nosso projeto Curta Bonecos Boca de Cena. O público inquieto chegava antes do horário previsto e os integrantes da Cia Boca de Cena ficavam ainda mais ansiosos para o início das atividades. Até que as crianças aliviaram a ansiedade perguntando pelo Coelho Banzé. Foi aí que percebemos um verdadeiro Fã Clube do nosso apresentador oficial.

       Antes de começarmos, a chegada de nossos convidados especiais abrilhantaram ainda mais nossa noite - a família do nosso saudoso Mestre Maestro (falecido em 2013) que seria homenageado em nosso documentário. Ficamos muito felizes com a presença de todos.
Família do Mestre Maestro
    O nosso documentário emocionou a plateia, onde Mestre Maestro apareceu dizendo que sua profissão era de bonequeiro até o dia de sua morte, instante em que as lágrimas de Marlene, filha do mestre, caíram em seus olhos. Ao final uma criança comentou: Ele faleceu!
         Mas, a vida continua e a alegria dominou a todos. Interação, risos e curiosidade deram o tom da brincadeira. Artur Leonardo em sua aula espetáculo fez o público silenciar com suas demonstrações e ao final agradecer aos ensinamentos.  
Artur Leonardo em aula
   Depois de tantas emoções e atividades tivemos o prazer de conversar com o menino Augusto, que se desponta como uma grande promessa de continuidade da arte do Babau no município de Bananeiras. Desejamos que ele siga em frente com a arte e brincadeira do seu grande avô MESTRE MAESTRO!!

Amanda Viana, Augusto e Pedrinho netos do Mestre Maestro
       Agradecemos encarecidamente o apoio da Prefeitura Municipal de Bananeiras, a Miriam Trindade, a Weleton, aos eletricistas e a Marina e Joílson Custódio pela atenção e cordialidade.

          Este grande projeto foi uma realização da Cia Boca de Cena com patrocínio do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura - FIC Augusto dos Anjos, através da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado da Paraíba.